Entre 6 e 14 de Fevereiro, no centro de Congressos de Lisboa.
Uma fonte de prata com cerca de 80 quilos de peso é uma das principais atracções da “Feira de Antiguidades e Obras de Arte”, patente de 6 a 14 de Fevereiro, no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL), na Junqueira. O evento inaugurado este sábado às 16 horas, conta com 70 antiquários, galeristas, livreiros e alfarrabistas de todo o país e também alguns vindos do estrangeiro, nomeadamente de Espanha e Inglaterra. A fonte assinada há cerca de 40 anos, pelo mestre/ourives espanhol Mariano Mendez Marin é toda ela forjada e cinzelada à mão.
Horário: Sábados e Domingo (dia 7) das 16 às 24 horas Segunda a sexta das 18 às 24 horas Domingo (dia 14) das 16 às 22 horas Preço do bilhete: 3€
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O mobiliário português (cómodas, papeleiras D. José e mesas de jogo) e indo-português (contadores, ventós, caixas escritório ou cofres em filigrana de prata branca e dourada) também integram a lista dos bons investimentos. Se são estas as peças da sua preferência passe pelos stands Miguel Arruda, Teresa Torres, Zarco, Luís Alegria, Manuel Castilho, Lírio Arte e Manuela Lírio. Nestes últimos três pode encontrar ainda terracotas e bronzes ancestrais (bailarinas, jogadores de pólo, damas de corte e vasos neolíticos).
Um óleo de Paula Rego que na década de 90 valia 75 mil euros, vale agora 200 mil euros. Mesmo as suas gravuras são vendidas acima dos cinco mil euros. A Menez é outra das artistas em alta, sobretudo óleos de grandes dimensões. Se é de pintura e escultura que gosta visite os stands QB, Ephebos e Manuela Lírio, onde a par dos referidos anteriormente encontra clássicos, como Carlos Botelho, Francis Smith, Falcão Trigoso, Sousa Pinto, Jaime Murteira e Carlos Reis, entre outros. Se prefere obras mais contemporâneas passe nos stands Micro Arte ou Galerias Século XVII, onde encontra obras de jovens artistas como Ana Mena, Ricardo Paula, Marta Ramos, César Veloso, Diogo Navarro ou Michael Barrett. Se gosta de conhecer os artistas, recomenda-se a visita ao stand de Eduardo Henriques e Arte Filia de Abel Grade, onde ambos mostram as suas telas.
Coloridas são também as porcelanas da China. A sua cotação, tanto nacional como internacional, é elevada. Em Portugal há uma maior apetência pela decoração “folha de tabaco”, esmaltes da paleta “família rosa” e porcelana brasonada. Veja exemplares destas raridades nos stands de José Reis Fernandes e Luís Alegria, ambos antiquários portugueses mas com forte presença em Inglaterra. Da porcelana para a faiança. Ivo Cruz mostra o que há de melhor na faiança nacional antiga (mangas de farmácia e pratos de Viana, entre outros)e a Casa da Cerca o que melhor se fez nos tempos de Bordalo Pinheiro.
Ao longo dos nove dias do evento são esperadas mais de dez mil pessoas.

15-02-2010
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