|
|
|
<< voltar
|
EXPOSIÇÃO ANTOLÓGICA - Eurico Gonçalves
|
Até 21 de Março no Palácio Galveias em Lisboa. 27 Fevereiro, 16h - Conferência sobre o pintor Eurico Gonçalves por Rui-Mário Gonçalves.
Dádá-ZEN é o título desta exposição de Pintura-Escrita (1949-2009) do pintor Eurico Gonçalves com cerca de 120 obras.
O Pintor e crítico de Arte Eurico Gonçalves aderiu ao Surrealismo em 1949. Em 1950/51 escreveu e ilustrou numerosas narrativas de sonhos, textos automáticos e poemas, compilados em quatro cadernos manuscritos, parte deles posteriormente recuperados, numa edição de luxo: aí, palavras, desenhos, colagens e guaches fundem-se numa só forma de expressão. Em alguns aspectos, a sua pintura aproximava-se já do neo-figurativismo. Manifestando-se através do improviso, as suas figuras foram dando lugar a simples sinais gráficos, caligrafias abstractas, executadas fora de qualquer motricidade imposta do exterior, ou seja, uma pintura de sinais derivada do gestualismo, com resultados extremamente depurados.
A partir de 1964, iniciou a publicação de artigos de divulgação e estudos sobre a expressão livre da criança, o Dadaísmo, o "Zen", e a Escrita. Em 1966/67, foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, onde trabalhou com o pintor Jean Degottex. Em 1972, prefaciou uma importante exposição de pintura de Henri Michaux, em Lisboa. Neste ano entrou para os corpos directivos da SNBA cargo que terminaria em 1992. Em 1998 foi distinguido com o Prémio Almada Negreiros, atribuído pela Fundação Cultural Mapfre Vida a pintores portugueses.
Participou em inúmeras exposições de arte portuguesa e internacional e a sua obra encontra-se representada, nomeadamente, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, no Museu do Chiado, na Culturgest, Lisboa, no Museu Amadeo de Souza Cardoso, Amarante, e na Fundação Cupertino de Miranda, Famalicão.
|

Rui-Mário Gonçalves dedica-se desde 1958 às artes plásticas e é licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade de Lisboa.
Crítico de arte desde 1961 (Prémio Gulbenkian de Crítica de Arte, 1963) começou a publicar regularmente no «Jornal de Letras e Artes». Colaborou em jornais (A Capital, Expresso, Diário de Notícias, Extra, Jornal de Letras, Artes e Ideias) e em revistas da especialidade (Arquitectura, Colóquio, Colóquio-Artes). Manteve dois programas quinzenais na RDP (Antena 2): «As Cores e as Formas» (l980-89), «A Dádiva das Formas» (l995-2000).
Colaborou em enciclopédias, dicionários e histórias da arte. É autor de Pintura e Escultura em Portugal, l940-1980 (1980), O Imaginário da Cidade de Lisboa (1985), Dez Anos de Artes Plásticas e Arquitectura, 1974-84 (em colaboração com Francisco da Silva Dias, 1985), O Fantástico na Arte Portuguesa Contemporânea (1986), Pioneiros da Modernidade (1986), De 1945 à Actualidade (1986), Cem Pintores Portugueses do Século XX (1986), Arte Portuguesa em 1992 (1992), Arte Portuguesa nos Anos 50 (1996), O Que Há de Português na Arte Moderna Portuguesa (1998), A Arte Portuguesa do Século XX (1998), Vontade de Mudança (2004), além de obras sobre os seguintes pintores portugueses do século XX: António Dacosta (1983), Almada Negreiros (2005), Amadeo de Souza Cardoso (2006), Cruzeiro Seixas (2007).
GALERIA PALÁCIO GALVEIAS
RETRATO DO ARTISTA QUANDO JOVEM (DOWNLOAD)
19-03-2010
|
|
|
|
|
|
|